Apresentação
Apresentação
Operação Cavalo de Tróia, escrito por Juan Jose Benitez (Juanjo) é uma série de ficção, contando atualmente com expressivos 12 volumes. Em alguns catálogos, o gênero literário é classificado como “realismo fantástico”. Me parece mais adequado. Claro, realmente é difícil crer que alguém tenha conseguido, em 1973, dispor de uma tecnologia capaz de realizar uma viagem no tempo.
A verdade é que não importa. Juanjo saciou a sede daqueles que buscam respostas. Alguém com uma iluminação Divina e um poder de criação muito acima do normal, conseguiu imaginar toda uma cadeia de acontecimentos ao longo da vida pública de Jesus de Nazaré, entre os anos 25 e 30 da nossa era, incluindo descrições detalhadas dos cenários, costumes e crenças do povo judeu à época de Jesus.
Ora, o que são os chamados Livros Sagrados, senão relatos de homens como nós? Alguns, testemunhas presenciais; outros (como o evangelista Lucas) que nem chegaram a conhecer Jesus. Cada um com suas limitações, próprias de qualquer indivíduo e, principalmente, com a tendência de relatar o que o agradou e ocultar ou distorcer o que não o agradou. Além disso, é certo que os textos podem ter sofrido diversas modificações e erros de tradução ao longo dos séculos. Então, com base no que sentimos ao lermos os ensinamentos de Jesus na série, por que não considerá-la como uma obra sagrada?
Esta série é tão fascinante, que as mensagens e ensinamentos atribuídos a Michael, conhecido como Jesus de Nazaré, precisam ser colocados em evidência, para que possam ser lidos, absorvidos e incorporados por aqueles que, como eu, sentiram uma identificação e uma conexão com o conhecimento mais puro: aquele baseado no Amor.
A recomendação, claro, é que cada volume da série seja lido na sequência que foi publicado, mas dada a riqueza das mensagens, apropriei-me dos ensinamentos de uma forma diferente.
Selecionei pequenos trechos de cada volume, muitas vezes partes de um diálogo entre Jesus e outras pessoas, principalmente os “malaks” ou mensageiros Jasão (primeiro Malak) e Eliseu (segundo Malak).
Mesmo sob o risco de tirar de contexto, os trechos foram extraídos e organizados por temas específicos.
Se o testemunho foi criado por Juanjo ou se apenas foi transmitido por ele, isso não é o mais importante. O que importa é que ele cumpriu seu papel de mensageiro. O terceiro mensageiro. Juanjo é o Terceiro Malak e sou grato por seu trabalho.
As falas atribuídas a Jesus estão destacadas em negrito e itálico. Antes de cada trecho, cito de qual volume e página foi retirada a citação, bem como a data em que ocorreu dentro da narrativa.
Importante destacar que estes trechos foram retirados de versões traduzidas para o português ou foram traduzidos de versões em Espanhol por tradutores “online”, portanto podem apresentar algumas diferenças em relação à mensagem original.
Além disso, dada a dificuldade que Jesus tinha para expressar as Verdades Superiores em palavras, Ele sempre mencionava que seus ensinamentos eram uma “aproximação à Verdade”.
Esta não é uma leitura recomendada para quem já tem uma visão cristalizada da doutrina católica ou das religiões como um todo. Ou para aqueles cujo espírito científico necessita de provas materiais irrefutáveis para que uma crença se estabeleça.
E, embora pareça não fazer sentido para aqueles que não acreditam em um Ser Supremo, para estes sim, eu recomendo a leitura. Pois a intenção de Michael não era outra senão “tocar os corações” de todos que tivessem a chance de ouvir suas palavras.
Na verdade, ao fazer esta leitura, é importante despir-se de qualquer preconceito ligado à política, ciência, religião ou quaisquer outras crenças, pois independente de quem escreveu, onde escreveu ou quando escreveu, as mensagens têm uma finalidade muito mais sublime. Deve-se simplesmente focar nas respostas de Jesus às diferentes questões éticas, morais, filosóficas e transcendentais que são colocadas ao longo da saga por seus interlocutores.
Como Ele ensinava, as mensagens aqui contidas não são impostas ou descritas como uma Verdade Absoluta. São inspirações, insinuações, provocações para fazer pensar aquele que busca evoluir. Exatamente como Ele costumava dizer: “Quem tiver ouvidos, que ouça…”.
Que esta leitura possa trazer a outras pessoas o significado que me trouxe. E principalmente, que possa proporcionar ao leitor a magnífica sensação de segurança daquele que entende seu Destino e se coloca nas mãos de Deus.
Um trabalho prazeroso, que, na verdade, foi feito para mim mesmo: para que eu pudesse ler e reler e encontrar respostas às questões mais intrigantes da vida.
Luiz Guilherme Mucciolo