Introdução
Introdução
Como texto introdutório, nada melhor do que transcrever a citação que consta na página 271 do Volume 4, mostrando a visão do próprio Jasão, um dos viajantes mensageiros, em relação ao papel de Jesus na Sua passagem pela Terra.
“Jesus encarnou-se na Terra com uma grande e dupla finalidade: como “Filho” desse grande Deus ou Pai Celeste, Ele já havia conhecido a glória da divindade.
(As palavras, já o disse, são minhas inimigas. Farei o que puder.)
Mas quis “descer” até uma das mais primitivas escalas das criaturas dotadas de vontade. Nunca o compreendi, mas estas foram suas palavras. Como Soberano e Criador dessas mesmas criaturas (chamadas seres humanos), desejava partilhar sua existência. Para isso, o “melhor sistema” era fazer-se homem e viver como tal.
E, claro, para consegui-lo plenamente, esse “Filho” do Pai teve de renunciar – durante muitos anos – à sua, digamos assim, “memória celeste”, “poder e natureza divinos”.
Em outras palavras: por expressa vontade própria, Jesus nasceu, cresceu, aprendeu, sofreu e passou por toda sorte de experiências como qualquer indivíduo da raça humana, e absolutamente alheio à sua verdadeira identidade.
Este ponto é de difícil compreensão mas decisivo para entender esses anos de suposta “vida oculta”. “Só assim – disse-nos – era possível que meu Pai reconhecesse a absoluta soberania do Filho sobre o criado.” (Palavras enigmáticas que meu curto entendimento não conseguiu resolver, mas que aceito.)
Concluída essa experiência na terra – algo que, surpreendentemente para nós, aconteceu nas vésperas do seu ciclo de pregação –, Jesus podia ter “voltado” ao Pai. Sua missão, aparentemente, estava concluída. Havia “conhecido” os homens e obtivera – de pleno direito – aquela misteriosa entronização como Soberano.
Mas, e eis aqui outro mágico aspecto da encarnação do Filho do Homem, desde muito jovem, sem saber muito bem o que se pretendia dele, essa Superinteligência se havia encarregado de manter o fogo sagrado de um “ideal”: revelar a existência desse Deus-Pai à humanidade. Eis aí a segunda grande finalidade da sua “visita” à terra.
Durante muitos anos, curiosa ou paradoxalmente, Jesus teve consciência desse “segundo ideal”, embora ignorasse quem na verdade era e por que havia nascido. Hoje poderíamos definir a situação como “começar a casa pelo telhado”. E “planejar” as coisas assim, no fundo, foi o mais sensato e natural.
Acredito que um Jesus plenamente conhecedor da sua divindade, ali pelo período da infância ou da juventude, teria resultado em um caos. A vida, sua experiência humana, devia decorrer como algo normal.
A prova é que, até meados do ano 25 da nossa Era, Jesus teve uma única manifestação de índole celeste ou sobrenatural: perto dos treze anos, em sua primeira visita a Jerusalém, quando – se me é lícita a licença – a Grande Inteligência “despertou” nele a realidade de um Pai do céu.
Esse “fogo”, por certo, não se apagaria jamais.”