O Espírito Santo ou Espírito Infinito e o Espírito da Verdade

É importante explorar melhor o conceito de Espírito, pois Jesus utiliza o termo “Espírito da Verdade” em algumas ocasiões e “Espírito Infinito” em outras e as explicações são diferentes para cada momento da narrativa.

Uma das definições seria para a “presença” que foi sentida por todos que estavam reunidos na casa de Elias Marcos em 18/05/0030 (conforme descrito no primeiro trecho abaixo), trazendo uma sensação de otimismo e segurança. Jesus havia mencionado a chegada deste “Espírito da Verdade” após sua partida e isso realmente aconteceu e foi sentido por todos. Portanto, o Espírito da Verdade seria a presença pessoal de Jesus em espírito, que se derramou sobre todo ser humano após sua ascensão e que serve como guia na busca pessoal de Deus.

Já o “Espírito Santo” ou “Espírito Infinito” seria uma das três Deidades da Trindade Divina, a ação efetiva da Mente Divina, um Espírito que habita a natureza (animais, plantas, minerais), também chamado “Espírito Mãe”, “Divina Providência”, “Shekinah” e “Terceiro Deus”. Pode ser entendido como “a segunda He” do tetragrama YHVH, uma essência que habita a matéria para deificá-la.

E algo importante foi revelado: o Espírito Santo é o responsável pela mente e pelos pensamentos. Nossa inteligência se desenvolve sob influência dessa manifestação, que está em todos os lugares na natureza.

Vol 6 | Pag.40 | 18/05/0030

Contexto: Após a crucificação de Jesus e o desaparecimento de Judas, o grupo de apóstolos procurava renomear um 12º homem para compor o grupo. Estavam reunidos na casa dos Marcos e tinham a expectativa da chegada do “Espírito da Verdade” que havia sido anunciado antes por Jesus.

“E aconteceu o inexplicável.

Devo confessá-lo. Foi inútil. Por mais que eu perguntasse, por mais horas que eu consumisse em exaustivos interrogatórios, por mais interesse que eu demonstrasse e que demonstrassem as testemunhas, não pude atravessar a barreira.

Uma vez mais me choquei contra a palavra "presença".

Este foi o conceito que sintetizou o fenômeno vivido no cenáculo quando todos ali congregados entoavam fervorosos Ouve, Israel.

Uma "presença"!

As opiniões foram unânimes. Não havia passado nem uma hora desde que Pedro os animou a rezar, quando, de repente, "alguma coisa" (?) instalou-se no aposento… e nos corações.

Claro que aquilo me era familiar.

"Alguma coisa" impossível. Como digo, ninguém acertou uma descrição melhor.

"Uma presença, Jasão" - repetiam. - “Alguma coisa que nos arrepiou o cabelo. Uma presença que foi abafando a reza até nos deixar em silêncio. Um silêncio total. Nós nos olhávamos assustados. Sim, todos sentiram a mesma coisa. Ali flutuava alguma coisa ou alguém. Uma presença." Só isso.

Quando perguntados se tinham visto, escutado ou percebido alguma coisa, todos, absolutamente todos, negaram sem vacilar.

"Línguas de fogo ou de luz sobre as cabeças? Um barulho, como o de um vento impetuoso?

Os pacientes e espantados hebreus me olhavam desconcertados. Mas quem escreve estas linhas não estava louco.

Negativo. Nem línguas nem ruídos estranhos. Só essa definição irritante e imprecisa: "uma presença".

O importante, porém, não eram os detalhes. O assombroso foi o resultado da enigmática "presença": homens e mulheres…, diferentes. Otimistas. Confiantes. Seguros de si mesmos.

Profundos. Não é que o misterioso fenômeno os tivesse transformado em homens mais sábios. Tampouco teriam avançado muito em relação às chaves do revolucionário legado de Jesus.

Tinha sido alguma coisa de outra natureza. "Alguma coisa" que acionara um sonolento motor interno, proporcionando-lhes aquilo que já sabemos: uma sensação de segurança e confiança no Mestre.

Foi quando comecei a intuir que o "berço", da mesma forma que o cenáculo havia sido "visitado" (?) por essa mesma "presença". Uma "força" superior, benéfica, incompreensível para a modesta inteligência humana, que nos estava transformando. Um "presente", e isso é definitivo, que o Ressuscitado chamou de Espírito da Verdade.

Vol.9 | Pag.634 | 12/07/0026

Ele disse que o reino de seu Pai Azul tinha muitos Deuses. Depois, dirigiu-se a quem isto escreve e afirmou:

– Com maiúscula, querido malak…

Mensagem recebida.

– Um desses Deuses, de particular importância, é chamado Espírito da Verdade, o "Ator ignorado".

Assim foi definido. E entendi que ele estava se referindo ao que os crentes chamam de Espírito Santo (uma redundância, uma vez que os espíritos, especialmente os Deuses, são sagrados, santos, perfeitos, por natureza).

Jesus não deu atenção para os sussurros dos discípulos.

Ele assegurou que o Espírito da Verdade é também um Deus silencioso e vital.

Habita na matéria, no imperfeito e no limitado.

– É sua especialidade.

– Ele habita a matéria - rochas, plantas, chuva, raios, mar, a noite… - para divinizá-la. E assim o Divino, como um todo, é o dia.

Eu estava tão perplexo quanto os íntimos. Ou mais…

E vieram à minha mente algumas das conversas com o Mestre, nas quais desenvolvemos outra questão central: a presença do Número Um, Abbã, em cada um dos seres humanos. O que este explorador chama de "centelha" para simplificar.

Se eu não entendi mal, assim como o Pai se fraciona e se instala na mente do homem (a partir dos cinco anos de idade), o Espírito da Verdade faz o mesmo com a matéria inanimada (ou supostamente inanimada). Se assim for, e Jesus nunca mentia, cada planta, cada animal, cada rocha, cada cor, cada raio "contém" (?) uma fração divina.

–…Um Deus que anima, que cuida, e que se informa… em troca.

– Que deifica a matéria!

O Mestre notou que os discípulos não seguiam sua explicação, e decidiu usar um exemplo.

Pegou de novo a água do yam, a mostrou em suas mãos espalmadas e em seguida, a derramou no convés. A água embebeu a madeira e os dois elementos se tornaram apenas um. Mesmo assim, eles ainda não conseguiam entender.

– O Espírito da Verdade, prosseguiu Jesus, é água viva que fala…

E ele olhou para mim intensamente.

Lembrei-me então do milagre de Caná. "Água falante. Um rio da água da vida…"

Eu senti uma emoção especial.

Era esse Espírito, esse Deus (novo para quem está escrevendo isto), que se "introduziu" também na água dos jarros de Caná…

E surgiu bem clara em minha mente uma velha e querida canção: "Deus é ela". O Mestre a cantava de tempos em tempos, especialmente no estaleiro de Nahum.

“Deus é ela… Ela, a segunda Heh, habitante dos sonhos…” A letra Heh, em hebraico, representa justamente o Espírito. Entendi, acho.

A letra Heh está contida no sagrado nome de Deus, e por duas vezes. A segunda Heh, segundo os judeus, simboliza o referido Espírito da Verdade (a essência divina assegurada na matéria). Outros a chamam de Shekinah ou a Divina Providência.

“Ela, a segunda Heh, habitante dos sonhos…” Sim, comecei a compreender. O Espírito Mãe…

Vol.11 | Pag.795 | 22/03/0030

– O Pai Azul, – disse ele em árabe, – é a bondade suprema. Dele flui a vida… Ele imagina você e você aparece… Depois, há o segundo grande Deus, o Filho Eterno.

Adultos e crianças ouviram em êxtase, embora eu não ache que eles entenderam. Mas o que isso importava? Alguém teve a delicadeza de parar na última vila do mundo…

– … O Filho Eterno, – continuou o Rabi, quase soletrando as palavras, – é a espiritualidade suprema… Ele está ocupado revelando o Pai… Abbā pensa e o Filho o expressa… O Filho Eterno é quem indica onde está a fonte que nunca se esgota…

Os Badu comentaram entre si. Eles ficaram perplexos: uma fonte que nunca se esgota?

– … E agora, – continuou o Mestre, – deixe-me falar-lhe sobre a maravilha das maravilhas: o terceiro Deus — o Espírito Infinito…

Eles olharam para ele perplexos.

– … É o Espírito Infinito que se encarrega de derramar essa água viva sobre toda a criação; seja homem, animal ou flor…

O Galileu ergueu a mão esquerda e apontou para o deserto.

– … Em verdade vos digo – acrescentou – que este terceiro Deus está em toda parte, escondido e silencioso… Em cada grão de areia, em cada nuvem e em cada cordeiro… Seus pensamentos vêm Dele. É o Espírito Infinito que é responsável por suas mentes… Ele os distribui.

– Isso é Deus, – perguntou um dos Badu, – em cada pedra? E por que não se move?

O Mestre brincou:

– Ele é um Deus muito tímido…

Naquele momento, uma das crianças se aproximou do Rabi e, apontando para a tangerina que Jesus segurava entre os dedos, pediu esclarecimentos. Que esclarecimento!

– Esse Deus tímido também habita na 'Cleópatra'?

Devo esclarecer que, nesta ocasião, o Galileu não acariciou a laranja de sempre. Felipe havia ficado sem elas. E o intendente forneceu-lhe uma Cleópatra, uma tangerina com pele macia, amarela e presunçosa, de —como ele disse— de sua amada China.

Jesus olhou para o menino, emocionado. Ele poderia ter oito anos. E ele assentiu, sorrindo. Os dentes do Rabi – muito brancos – roubaram toda a luz que ele podia… E o Galileu convidou-o a descascar a fruta. O menino virou a cabeça para o pai, pedindo permissão, que o encorajou com um leve movimento de sobrancelhas. E o menino se esforçou para despir a "cleópatra". O Filho do Homem - feliz - pegou a casca. Ao final, o badu observou a tangerina descascada.

Ele deu voltas e voltas e, finalmente, desapontado, comentou:

– Eu não vejo o Deus tímido…

E o Rabi respondeu:

– Abra!

O menino badu abriu ao meio e olhou novamente.

– Ele não está lá, anunciou ele desapontado.

– Conte os segmentos, – pediu o Mestre.

Mas o jovem ficou vermelho. Ele não sabia contar. Jesus percebeu, pegou as duas metades e contou os segmentos:

– Dez… Aí está… Aí está o terceiro Deus!

Nem a criança, nem os beduínos, nem os íntimos entenderam. Eu estava em branco. Tomé foi rápido. Ele se levantou, pegou as duas metades e disse:

– Dez! – ele exclamou, perplexo. Dez gomos!

E ele andou com o fruto entre os vizinhos perplexos. Mas os Badu também não sabiam contar e permaneceram como antes. Aqueles estrangeiros eram loucos…

– Dez! O homem vesgo insistiu. – O yod… Deus!!

Então me dei conta. A questão dos dados foi repetida novamente… Peguei as duas metades da "cleópatra" e contei os gomos. Caramba!…

Dez! Mas, como eu disse, ninguém entendeu. A letra yod, no Nome Sagrado de quatro letras, representa o Pai. Como uma soma de letras, o "10" (GOVAH) simboliza "altura e glória".

Quando voltamos ao acampamento, Tomé e eu tivemos a mesma ideia. Nós nos esgueiramos sorrateiramente para a reda onde as provisões foram depositadas e procuramos algumas tangerinas. O discípulo descascou duas. Consegui descascar três "cleópatras"… Eu não podia acreditar… Todas elas continham dez gomos… Contamos de novo… Dez! Naquele momento fomos surpreendidos pelo intendente. Caramba!… Ele estava furioso. Ele nos chamou de tudo. Soltamos as tangerinas e escapamos como coelhos… Felipe nos perseguiu pelo deserto. Recebi dez golpes de vassouras…, dez… Caramba! E eu me perguntei: Yod (o "10") está em todas as tangerinas? O Espírito Infinito está em todas as coisas?

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