O Grande Segredo: Fazer a Vontade do Pai
O Grande Segredo: Fazer a Vontade do Pai
Pode parecer simples. E na verdade, fazer a vontade de Deus é simples.
Mas o ser humano nasce com sua memória apagada e não dispõe de conceitos morais quando vem ao mundo. Acaba adquirindo isso ao longo de sua infância, juventude e maturidade, conforme as religiões e os costumes de sua localização geográfica, a forma como foi criado por seus pais e a influência dos amigos, professores, colegas de trabalho e relacionamentos que faz ao longo da vida.
Esse ambiente em que o indivíduo se desenvolve, somado às suas próprias características psíquicas, acaba modulando seu comportamento, que pode variar entre uma tranquila serenidade até a mais absoluta tormenta.
Então, fazer a vontade do Pai pode ser mais difícil para uns do que para outros.
Aqueles que dispõem de um ambiente mais propício para desenvolver um aprimoramento moral, certamente terão mais facilidade para incorporar à sua personalidade esta resignação, esta aceitação às aflições da vida, conseguindo algum alívio por enxergar que o destino é algo já traçado.
Já os que vivem em constante angústia, não conseguem enxergar Deus por estarem frequentemente com medo, considerando-se quase sempre vítimas de um destino injusto. Estes necessitarão de mais empenho para entregarem-se à vontade do Pai.
Mas independente da condição social, do ambiente, ou do contexto em que o ser humano vem ao mundo, as possibilidades de progresso espiritual são iguais para todos. Os degraus que elevam o discernimento espiritual podem ser percorridos por todos que assim o desejarem.
Michael diz que é preciso ter boa vontade. É um exercício diário confiar em Deus e colocar seu destino nas mãos do Criador. É um estilo de vida, que leva a uma plenitude e a uma sensação constante de segurança e bem-estar.
Sim, continuaremos a sofrer pelas perdas e angústias da vida, mas a resignação deve ser uma constante companheira de viagem. Isso nos faz evoluir e esta é a vontade de Abbã.
Vol.3 | Pag.305 | 21/04/0030
– Confiar em nosso Pai. Só isso. Cada amanhecer, cada momento de tua vida, põe-te em suas mãos. Luta pela fraternidade entre os humanos. Luta pela tolerância e pela justiça. Luta pelos fracos. Ele se encarregará do resto.
Vol.3 | Pag.347 | 22/04/0030
– Sabeis qual é o dom mais precioso do homem? – interpelou-nos Ele, pousando seu olhar, alternativamente, em um e outro de nós.
– A consagração amorosa da vontade humana à do Pai. De fato, meus filhos, é o único dom válido que o homem pode oferecer a Deus.
– Queres dizer que nada mais podemos oferecer?
– Fazer a vontade de Deus é tudo. Nele, os humanos vivem, se movem e têm sua existência. Esse é o verdadeiro culto, que satisfaz plenamente à natureza do Pai Criador, dominado pelo amor.
Vol.3 | Pag.354 | 22/04/0030
– E qual é tua religião?
– Já vos disse: fazer a vontade do Pai. Entregar-se generosamente ao amor e à fascinante aventura da busca pessoal de Deus. Eu não quero credos nem tradições que fossilizem a alma humana. Os que aceitarem minha mensagem jamais serão dogmáticos. São as metas (não os credos) que devem unir os homens. E a que eu vos revelei é simples e cristalina: chegar ao Pai. Fazer Sua vontade. Descansar Nele.
Vol.6 | Pag.407 | 21/08/0025
– Está bem, Senhor. Nós te entendemos. Tudo consiste em descobrir e em procurar o Chefe. Mas, como é que eu faço isso?
O Mestre - eu sei - esperava ansioso essa pergunta. E pronunciou a frase chave:
– Abandona-te em suas mãos.
Eu o olhei atônito.
– Só isso?
– Só isso. Mais nada.
Mas…
O Mestre tinha essa virtude. Tornava fácil o difícil. E apressou-se em tirar as dúvidas.
– Ele submeteu-se à tua vontade. Ele está em teu interior, humilde, silencioso e atento aos teus desejos de prosperar mental e espiritualmente. Faze tu a mesma coisa. Entrega-te a ele. Não sejas bobo e aproveita: abandona-te em suas mãos.
– Deixa que se faça sua vontade.
– Eu conheço o Pai. Vós, ainda não. Falo-vos, pois, com a verdade.
– Sabeis qual é o melhor presente que podeis dar a Ele?
Eliseu e eu trocamos um olhar. Nem idéia…
– O mais refinado, o mais singular e acertado presente que a criatura humana pode dar ao Chefe é fazer sua vontade. Nada o comove mais. Nada é mais compensador…
Meu irmão, tão perplexo quanto eu, confundiu o sentido dessas palavras.
– Queres dizer que devemos negar a nós próprios?
Jesus de Nazaré, compreendendo, correu a emendar o erro de Eliseu.
– Não, eu não disse isso. Fazer a vontade do Pai não significa escravidão nem renúncia. Tuas idéias são tuas. Assim como tuas iniciativas e decisões. Fazer a vontade de Abbã é confiar. É um estilo de vida. É saber e aceitar que estás em Suas mãos. Que Ele dispõe. Que Ele dirige. Que Ele cuida.
– Entendo. Estás dizendo: "é minha vontade que se faça sua vontade".
– Exato, Jasão. Tu o disseste. Quando um filho toma essa suprema e sublime decisão, o salto para a fusão com a "centelha" interior é gigantesco. Essa é a chave. A partir daí, nada é igual. A vida muda. Tudo muda. E o Chefe responde…
Nova pausa. Inspirou profundamente. Com ansiedade. E disse uma coisa que jamais esqueceríamos. Uma coisa que, pouco a pouco, iríamos verificando.
– O Pai responde e uma força benéfica, avassaladora, coloca-se a serviço dessa criatura. Quando o homem diz "estou em tuas mãos" está dando tudo. E Abbã transforma esse filho num gigante. Nem ele mesmo chega a se reconhecer. Isso é muito mais do que aparenta ser.
– Uma força avassaladora?
– Sim, Jasão… O homem que decide fazer a vontade do Pai torna-se pleno. Até seus menores desejos se realizam.
– Simplesmente, como eu vos disse, desperta para a glória e o Amor de Abbã. É o grande acontecimento. Sua vida, a partir de então, é uma constante e gratificante surpresa. É o princípio da mais fascinante das aventuras…
Vol.6 | Pag.409 | 21/08/0025
E rematou com aquela inquietante segurança:
– Colocar-se nas suas mãos, fazer a vontade de Abbã significa, além do mais, saber…
– Saber?
– Sim, saber. Obter respostas… Por exemplo, quem sou eu? Nesse instante é fácil. És um filho do Amor. Um "presente" do Chefe. Um ser imortal. Uma criatura nascida no mais baixo… destinada ao mais alto. Um homem que começa a correr. A correr até Ele. Por exemplo, o que faço aqui? Ao descobrir o Pai, isso também é fácil. Estás neste mundo para VIVER.
Jesus dirigiu-se a mim e continuou:
– Escreve com maiúsculas… VIVER… Não disse viver tal como entendeis. Se o Pai vos colocou aqui é por alguma coisa realmente interessante… Interessante para vós. Escutai-me: sois imortais! Agora estais presos nesse invólucro carnal, mas em breve, quando entrardes nos mundos que tenho reservados para vós, este corpo será apenas uma lembrança. Uma lembrança cada vez mais difusa… VIVEI, pois, a atual experiência! VIVEI com intensidade! VIVEI com amor! Com bom senso! Com alegria! E lembrai que tendes apenas esta oportunidade.
– Depois, após a morte, VIVEREIS de outra forma…
Meu irmão e eu, impelidos por mil perguntas, acabamos atropelando as palavras. Jesus, contudo, fazendo ouvidos moucos, continuou falando.
– Por exemplo, qual é meu futuro? Suponho que já adivinhastes. Eu sei - comentou, rindo de si próprio - eu me repito muito… Insisto: vosso destino é Ele. Não existe outro caminho. Vosso futuro é chegar a Ele. Ser como Ele. Ser perfeitos. Conhecê-lo. Trabalhar ombro a ombro…
– Seremos sócios.
– Querido "destroça-patos", quando decides colocar-te em suas mãos, quando optas por fazer sua vontade… já és seu sócio! Ele fará maravilhas em ti. Ele te cobrirá com um amor que te levantará do chão. E teus medos, ouve bem, desaparecerão…
Vol.6 | Pag.411 | 21/08/0025
– E o que acontece se eu guardo esse amor para mim mesmo?
– Escorreria, irremediavelmente, pela calha do barco. Seria uma pena. Terias que começar tudo de novo… Aquele que tenta prender a verdade…, a perde. Sois irmãos. – E te direi mais: isso que propões não acontece jamais com um autêntico "sócio".
– Eu te disse: trata-se de uma viagem sem volta. Quando Ele te "toca"… nada continua igual.
– Sócios de um Deus!
– De fato, Jasão. E tudo depende da tua vontade… Quando dizes "sim", quando te abandonas em suas mãos, quando te deixas governar por esse "piloto" interior, rompes as barreiras que te limitavam. E tua capacidade de assombro outra vez irá transbordar. Tudo, ao teu redor, estará a teu serviço.
– Teu "sim" é o "sim" de Abbã. Em palavras mais simples: terás encontrado uma mina de ouro…
Vol.8 | Pag.301 | 14/01/0026
A cerimônia de "descer à água" foi um "presente" do Jesus para o Pai. Desde que o conhecia, o Mestre havia falado, em várias oportunidades, desse "exercício", quase ignorado pela maior parte da humanidade: fazer a vontade de Abbã. Lembro de suas explicações durante a primeira semana de estadia nos cumes do Hermón, no verão do ano 25:
– Eu conheço o Pai - disse-nos -. Vós, ainda não. Falo-vos, pois, com a verdade. Sabeis qual é o melhor presente que lhe podeis dar?… O mais requintado, o mais singular e acertado obséquio que a criatura humana pode apresentar ao Chefe é fazer sua vontade. Nada o comove mais. Nada é mais rentável…
– Pois bem, chega um momento em que a criatura humana, especialista já nesse "exercício" de entregar-se à vontade do Pai, toma a decisão de se consagrar "para sempre".
– E o faz tranqüila e serenamente, e escolhe para isso o momento que julga oportuno. Trata-se de um momento de verdadeira elevação espiritual, no que o homem, ou a mulher, simplesmente, entregam-se ao Pai. É um ritual íntimo, o melhor "presente" que possamos imaginar…
Vol.9 | Pag.643 | 17/07/0026
Finalmente, por decisão do Filho do Homem, o grupo manteria um segundo dia de descanso por semana. Todo mundo ficou surpreso. Esse dia seria quarta-feira. E o Mestre esclareceu:
– A dedicação à boa-nova requer um grande esforço. Esse dia será entregue, especialmente, à vontade do Pai. Não fazer nada, e vós vereis, é muito difícil…
Vol.11 | Pag.710 | 09/12/0029
– E se eu me recusar a fazer a vontade de Abbā?
Tomé era teimoso como uma mula.
Jesus estendeu as palmas das mãos em direção ao fogo e ponderou por alguns segundos. Então ele proclamou, enfaticamente:
– Você vai perder seu tempo e o universo vai virar as costas para você…
– Eu me pergunto por que tenho que adorar alguém, insistiu Tomé. Deus, bendito seja o seu nome, eu não o conheço…
– Porque você pensa, – disse Galileu, – porque você pensa… E não se preocupe: você saberá… no devido tempo.
Ele deixou os flocos caírem na palma da mão esquerda e mostrou-os.
Em seguida, ele acrescentou:
– O floco de neve (você, Tomé) não sabe de onde vem.
E o Mestre colocou os flocos na boca, saboreando o frio.
– Qual é o gosto de Deus, bendito seja o seu nome?
O Urso disse quando viu o gesto do Rabi.
Jesus riu, divertido. E ele respondeu:
– Qual é o gosto do amor?
– Tudo, Tomé avançou. Tem gosto de tudo.
– Bem, é isso, – concluiu o Galileu. – O amor tem gosto de tudo…
Trecho adicional:
Esclarecimentos cabalísticos de Jasão sobre o “Princípio Ômega” - fazer a vontade do Pai.
Vol.8 | Pag.305 | 14/01/0026
Omega é o princípio.
A frase, "lida" na base de aprovisionamento, ao sul do Yeraj, nos obeliscos, iluminou meu cérebro como um amanhecer. Agora entendia. Alguém profetizou, e gravou em uma pedra. Referia-se ao Mestre, sem dúvida. Referia-se a Omega. Ali foi a luz. Ali começou o novo homem e o Homem-Deus. Omega é o final da escuridão, e de um período sem horizonte. Ele é Omega, o princípio…
E rememorei também as palavras daquele velho nômade, que nos observou enquanto Eliseu e quem isto escreve examinávamos a lenda gravada nos "treze irmãos":
“ - É o olho do Destino. Só uns poucos conseguem saber o que está aí. Mas, atenção: o homem que o descobrir precisará de todas suas forças para seguir na luta.”
Sim e não.
Se os céus descobrirem teu Destino - acontecimento bem estranho, a propósito -, isso significa que és um fiel praticante do que eu chamo o "princípio omega": fazer a vontade do Pai dos céus. Nesse caso, a revelação de teu Destino será apenas a consequência – mais uma – de sua própria elevação espiritual.
Que importância pode ter o grande, se és um kui?
Desde aquele instante, da "descoberta" da outra face de Ômega, desde que soube que "um produz dois", mudei-me para território da intuição. Agora procuro viver ao sul da razão.
Quando o Destino considerou oportuno, Santa Claus, o computador central, colaborou com quem isto escreve no desenvolvimento simbólico da profética frase: "Omega é o princípio". O resultado foi mágico, e incompreensível para uma mente científica e racional. Eis aqui algumas das impressionantes deduções: considerando que alfa é a primeira letra do alfabeto grego e ômega a última, a vigésima quarta, e que o Apocalipse as menciona em três oportunidades (1,8; 21,6; 22,13), referindo-se, em todas elas, a Deus, como "alfa e ômega", "princípio e fim", a dedução foi que "ômega" era "o último". Ou melhor, essa é a crença generalizada entre as religiões: "Eu [Deus] sou alfa e ômega, o princípio e o fim. E a quem tiver sede darei da fonte da água de vida".
Nossa "leitura" foi diferente. Alfa, em hebraico, equivale ao número 8, o símbolo do infinito. Por sua vez, ômega, também em hebraico, dá lugar ao 1. E encontramo-nos com outra possível interpretação: "Eu [Deus] sou o infinito e o uno". Omega, portanto, seria o início, o começo de tudo, o 1, e não o fim.
"Agora" disse Jesus na água, "o fim é o princípio." Suas palavras podem ser interpretadas como "agora, ômega é o Uno". Mas, além disso, 8 e 1 (alfa e ômega) somam 9, o número misteriosamente vinculado a Jesus. Princípio e fim ficam sintetizados nele. Infinito e Unidade são Ele.
Por sua vez, a palavra "batismo" (tevilah, em he-braico) equivale ao número 2. Como sabem os iniciados em Cabala, a palavra Ab (Abbã - Pai) é formada pelas letras alef e beit; isto é, 1 e 2, respectivamente. Omega (o Uno) e o "batismo" ou, mais exatamente, a cerimônia de consagração à vontade de Deus (o 2), são o Pai.
Fazer a vontade de Deus (2) é a mais sólida, e íntima, união com o Uno (ômega). Mais ainda: 1 e 2 (Abbã) são 3, o Espírito da Verdade (t). E a magia dos símbolos foi além, mas deixarei que o hipotético leitor deste apressado diário participe e brinque com essa magia…
Uma última pista. Segundo uma antiga tradição judaica, contida no Sefer ha-Bahir Livro da Claridade), cada letra hebraica tem um símbolo. Pois bem, se aplicarmos essa simbologia às letras que formam a palavra "ômega", o resultado é o seguinte: alef representaria a "energia infinita da Unidade", aplicável sobre o "homem" (vav), mediante "as águas" (men) (fazer a vontade do Pai), e conseguir, assim, o "crescimento" (guimel) no "Espírito" (he).
Em palavras mais simples: quando o ser humano decide "dar" sua vontade ao Pai, a energia infinita do Amor age automaticamente sobre o homem, e o eleva espiritualmente até alturas inimagináveis. Por isso ômega não é o fim, mas o princípio de tudo. "Omega é o princípio", o grande milagre, o 1 de uma sequência infinita que foi revelada pelo Homem-Deus naquele histórico 14 de janeiro.
Fazer a vontade do Pai (2) abre a caixa-forte dos céus (1), e tudo se curva diante do homem, inclusive o impossível. Nesse caso, o 2 move (produz) o 1, e em uma reação incompreensível para a razão, o 1 se "desdobra" e dá lugar a 2. Yu tinha razão: "Um produz dois".